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Viva com PropósitoDescubra pra que você nasceu, e viva pra isso.
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Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. |
March 03 Deus nos pede uma Pós-GraduaçãoPublicação do Site da Igreja Bola de Neve
Autor não disponível
Quando Deus está para realizar algo na terra, Ele chama um homem para si e o capacita. Trazendo isso para os dias de hoje, podemos perceber que Deus não está levantando somente um homem, mas sim uma geração inteira. Nosso Deus trabalha com organização, planejamento e prazos. Nos planos de Deus não há falhas, imprevistos e erros, pois Ele não se esquece de nenhum detalhe. Ele não é surpreendido, pois tudo está sob Seu controle. Deus nos pega e de alguma maneira nos mostra que têm propósitos nas nossas vidas, mas não estamos preparados, e é nesse estágio que Deus começa a nos treinar, forjar e capacitar. Ele nos constitui para tudo aquilo que tem preparado para nós. Para que isso aconteça Deus usa pessoas que nos façam exercer os ensinamentos dEle. Ele também usa circunstâncias, desertos e o que for preciso, pelo tempo que for necessário para que Ele veja que enfim pode confiar em nós. Quando dizemos: Eis-me aqui, Deus escuta, analisa e percebe as nossas falhas, como a rebeldia, desobediência, vaidade, soberba e arrogância. Quando achamos que já estamos graduados nas coisas de Deus, Ele vem é nos pede uma pós-graduação. ROMANOS 8:28 Deus te chamou porque Ele tem um propósito na sua vida e tudo vai cooperar para que esses propósitos aconteçam. Podemos entender melhor isso observando a história do profeta Elias. Deus o escolhe, o ensina, o capacita e derrama sobre ele o espírito de profecia. O ministério desse homem começa quando ele confronta o rei Acabe, dizendo que ele ficaria anos sem ver a chuva e que a terra se secaria. Elias depois desse episódio é levado para Querite e é ali que se inicia seu processo de pós-graduação com Deus. Deus começa a treiná-lo, e ele aprende a confiar e a acreditar em Deus. Em seguida Elias se vê em Sarepta, que em hebraico é um verbo que significa fundir/refinar. No Querite, Elias foi treinado, forjado e aprendeu a confiar e acreditar em Deus. Em Sarepta, ele será refinado. Sarepta é a refinaria de Deus. Elias foi sustentado por uma mulher viúva que não tinha alimento suficiente para ela própria e para o seu filho. Assim como a Elias, Deus nos ensina a suportar o impacto das mudanças, pois Ele sabe o nosso amanhã. Com todas essas mudanças, Deus ensina a Elias uma lição, talvez uma das mais importantes: a humildade. Precisamos entender que todas as pessoas usadas por Deus passam por situações de humilhação. Pois somente adquirimos a humildade na medida que passamos por essas experiências. Precisamos passar pela humilhação para que Deus nos mostre que não devemos fazer as coisas do nosso jeito, nem no nosso tempo, mas que em primeiro lugar devemos confiar e depender dEle em tudo. Pois nosso sustento e provisão vêm de Deus. E Elias viu isso em Sarepta, pois ali ele não ia ajudar, mas ia ser ajudado. Sabia que Deus não ia fazê-lo chegar até ali para passar fome, e que tudo o que estava acontecendo ia colaborar para o seu bem, para o seu crescimento. Ele foi um grande homem de Deus e mesmo passando por todas essas provas, não se deixou derrotar, pois ele sabia em quem cria, e se lembrou de tudo o que Deus já havia feito por ele, antes de tudo isso acontecer. Elias foi provado e aprovado por Deus. Devemos aprender que é a obediência que traz a autoridade que precisamos. E assim como Elias, nós precisamos passar por essas experiências e provações. Esse processo acontece da mesma forma com todos nós. Deus nos chama, nos prepara, nos ensina, nos forja e em seguida nos dá a oportunidade de glorificar, de confiar e depender dEle. Podemos então nos perguntar: O que será que Deus preparou para o meu futuro? Quem eu serei amanhã nas mãos de Deus? O que é o meu futuro nas mãos de Deus? O que tenho feito para que isso aconteça? Temos aproveitado as oportunidades que Deus nos dá, ou na primeira dificuldade reclamamos, saímos correndo ou ficamos questionando o agir de Deus? Quando as coisas se complicam você dobra o joelho e ora, ou vai procurar solução nas coisas do mundo? Devemos aprender que quando há levantes é ai que nos aperfeiçoamos, pois nosso Deus transforma maldição em benção. Somos treinados para aprender e para agir. Elias confiou, creu e Deus lhe deu a vitória. February 04 Lagoinha, 47 anos sendo LuzAutor: Pr: Márcio Valadão Do site http://www.lagoinhagv.com.br Esse texto fala sobre a unidade da Igreja. Muito importante! Foi na noite de 20 de dezembro de 1957, num salão alugado na rua Formiga, 320, São Cristóvão, que foi organizada nossa Igreja. Faz 45 anos que os olhos do Pai Celestial têm estado sobre nós. Esta é uma data para ser lembrada e para voltarmos nossos corações para o trono de Deus pelo privilégio de sermos de uma comunidade que tem buscado e sonhado sempre trazer alegria ao coração do nosso Pai Celestial. Por essa razão é bom, nessa semana, revermos a beleza de sermos parte da Família de Deus vivendo em comunhão. “O cristianismo não é para ser vivido sozinho. A vida em comunidade é a forma bíblica de vivermos a vida cristã. Quanto mais você cresce em Deus e alcança intimidade com Ele, mais próximo você estará das pessoas, dos irmãos. Imagine um círculo. Agora pense que Deus está no meio desse círculo e nós estamos na periferia, na beirada. Pode ser que eu esteja de um lado do círculo e você do outro, mas na medida em que nos aproximamos de Deus, surpreendentemente, nos aproximamos um do outro. Por isso, a única maneira de demonstrarmos nossa intimidade com Deus é na comunhão com os irmãos. • Porque a comunhão é importante? • Você é parte de uma mesma família • Você não pode crescer sozinho • A comunhão é segurança para você • Cristo se manifesta na comunhão • Há poder quando estamos juntos • A comunhão convence o mundo que Jesus é Deus • Somos membros uns dos outros • Como ter comunhão numa igreja tão grande? • Dois tipos de reuniões • O que é uma célula? • Quais são os objetivos de uma célula? • COMUNHÃO – Visa só desenvolvimento de uma vida compartilhada, alvos comuns e aliança mútua entre todos os membros. • ENSINO – A célula oferece o ambiente para crescimento espiritual, aprendizado prático e disciplina em amor. • MULTIPLICAÇÃO – A célula é o lugar onde alimentamos, guardamos e suprimos os novos irmãos. • SERVIÇO – Na célula, cada membro é um ministro. Ali, os membros exercitam os seus dons para o serviço mútuo. • E perseveravam na doutrina dos apóstolos... • ...E na comunhão, no partir do pão... • ...E nas orações... • Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum... • ...Distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade • ...Perseveravam unânimes no templo... • ...Partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração... • Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. • Dicas Práticas • Ame os irmãos. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13.34) • Acolha os novos. “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu, para a glória de Deus” (Rm 15.7). • Beije-os quando os encontrar. “Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor” (I Pe 5.14). • Coopere com os irmãos. “Para que não haja divisão no Corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” (I Co 12.25). • Sujeite-se a eles. “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.21). • Não julgue a ninguém. “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Rm 14.13). • Não fale mal. “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da Lei e julga a Lei; ora, se julga a Lei, não és observador da Lei, mas juiz” (Tg 4.11). • Não reclame dos outros. “Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5.9). • Não brigue. “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos (Gl 5.15). • Não seja exibido. “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros”. • Não minta. “Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10). • Edifique os irmãos. “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente como também estais fazendo” (I Ts 5.11). • Instrua e aconselhe. “Habite, ricamente em vós a Palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16). • Exorte nas reuniões. “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3.13). • Sirva os irmãos. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém, não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13). • Ajude-nos a levar as cargas. “Levais as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2). • Seja hospitaleiro. “Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração” (I Pe 4.9). • Perdoe quem o ofender. “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoado-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32). • Não se veja mais santo que os outros. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16). • Suporte os mais fracos. “Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos” (Rm 15.1). • Agrade aos irmãos. “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito. As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim” (Rm 15.2-3). • Sofra o dano. “O só existir entre vós demandas, já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?” (I Co 6.7). February 03 Veja na VEJA, a queda da religiosidadeJovens evangélicos não bebem, não fumam,
CRENTES NA BALADA Eles vão a baladas, namoram, surfam e usam roupas da moda. A diferença entre os evangélicos e a maioria dos outros jovens é que suas festas são sem álcool, o namoro é sem sexo e as roupas, sem exageros – nada de saias pelos pés e cabelos pela cintura, mas decotes e comprimentos moderados. A maneira brasileira de ser evangélico ajuda a explicar os números impressionantes: 17% dos jovens entre 15 e 29 anos se identificam como seguidores de alguma das confissões evangélicas. Basta entrar em qualquer culto pentecostal para constatar a vitalidade de sua presença: praticamente a metade da igreja é sempre composta de jovens. Orgulhosos de seguir uma doutrina aparentemente tão contrária a tudo o que a juventude aprecia em nome de valores espirituais, também assumem a busca da realização material ("Nós merecemos o melhor" é uma declaração constante). Em algumas igrejas específicas, a promessa de redenção é um atrativo poderoso. "A maioria vem aqui porque tem angústias de várias naturezas, entre elas o vício em drogas. Mas uma vida desregrada e um certo desconforto com o mundo, que muitas vezes nem eles mesmos sabem explicar, também trazem muitos jovens para a igreja", enumera Rodrigo Ribeiro Rodrigues, membro há três anos e meio da Bola de Neve Church, igreja conhecida em São Paulo pela presença absoluta de jovens. Rodrigo trabalha como assessor de imprensa da Bola de Neve – sim, a igreja tem assessor. Além dos cultos, ele freqüenta o inusitado pub gospel Brother Simion, ponto de encontro de jovens crentes em São Paulo. O Brother Simion é isso mesmo: pub, ou seja, lugar meio escurinho onde jovens se encontram, e gospel, o que quer dizer que lá não se pode fumar nem beber. "O que mais sai aqui é açaí", diz o Brother Simion em pessoa, o dono do estabelecimento. E que fique claro aos casais: beijar, pode; avançar o sinal, não. ORAÇÃO NA AVENIDA Com o público jovem como alvo específico, as igrejas evangélicas organizam cultos e reuniões freqüentes, estimulam a integração, oferecem emprego e atividades esportivas, em ambiente de violência zero – um diferencial tremendo em locais atormentados por altíssimos índices de criminalidade. Praticamente garantem um futuro de prosperidade e um casamento estável. A quem já escorregou, asseguram a oportunidade de passar uma borracha no passado e ser acolhido como uma nova pessoa, querida pela comunidade. A maioria das religiões parte dos mesmíssimos princípios, mas as igrejas evangélicas aperfeiçoaram uma forma simples e envolvente de apregoar suas vantagens. O jovem vai, empolga-se e julga que não beber e não transar fora do casamento são requisitos razoáveis para um futuro tão promissor. "As pessoas criam esse estereótipo de que ser cristão é ser chato. Não é isso. A gente pode tudo, tem a mesma liberdade que qualquer um. Só que fazemos escolhas. E, na minha opinião, fazemos as melhores", diz Rafael David, 21 anos, da mesma Bola de Neve. A igreja foi fundada em 2000 pelo surfista Rinaldo de Seixas Pereira, o pastor Rina, de 36 anos. Uma vez por ano, dezenas de ônibus de seguidores da Bola de Neve rumam para Florianópolis para participar de torneios de surfe e skate. Na praia, os meninos ouvem reggae com letra religiosa e as meninas usam biquínis comportados. Os padrões da Bola de Neve são mais liberais, mas o excesso de modéstia constitui hoje exceção. "Antes éramos conhecidas como jovens velhas, por causa da saia e do cabelão comprido. Mas eu me visto como qualquer outra menina. Claro que não uso decote nem minissaia, mas adoro jeans e blusinhas de alça. O importante é estar vestida com decência. Somos reconhecidas por nossa sobriedade", diz Janara Alves, advogada de 26 anos que freqüenta a Assembléia de Deus. Não fazer sexo com a namorada é difícil? "Ficar sem sexo dói, é um sacrifício, mas no final da minha busca eu vou ter um prêmio. O ápice da minha procura vai ser com uma pessoa que eu conheço e com quem tenho uma aliança verdadeira. Estou me guardando para o melhor", acredita Jeferson Ricardo Silva, de 19 anos, estudante de moda e membro da igreja Sara Nossa Terra há um ano. Nessa antecipação de dias melhores, poucas coisas fazem tanto sentido quanto a valorização do progresso material. "Todas as segundas-feiras temos uma palestra na igreja chamada Congresso Empresarial. Nela aprendemos que prosperar financeiramente não é sujo. Se o casal não tem dinheiro, ele vai brigar por causa disso. O mesmo acontece na vida como um todo. Deus nos ensina a ter o melhor, a lutar para melhorar de vida", empolga-se Nathalia Gomes, 20 anos, fiel há seis anos da Igreja Universal do Reino de Deus, que usa cabelo ruivo espetado, veste camiseta com ombro de fora e não dispensa seu par de coturnos. À ESPERA DO PRÊMIO A maior igreja pentecostal, o nome religiosamente correto dessa vertente do protestantismo, do Brasil é a Assembléia de Deus, com cerca de 100 000 templos e 15 milhões de fiéis. Em segundo lugar vem a discreta Congregação Cristã no Brasil, que não pede dízimo, proíbe participação em instituições políticas e veta a divulgação por meios de comunicação de massa. Entre as neopentecostais, o pódio é ocupado pela conhecida Universal do Reino de Deus, com 5.146 templos e 8 milhões de membros. De igrejas como a Universal partiu a bem-sucedida flexibilização de regras; as tradicionais, meio a contragosto, aderiram. "De um lado, as igrejas mais tradicionais deixaram de reprimir o ato de ver TV, de ir à praia, de usar maquiagem, cabelo curto e roupas da moda. De outro, as pentecostais passaram a fazer de seus cultos verdadeiros shows de música e dança, proporcionando-lhes um caráter de entretenimento. Isso atraiu muitos jovens", explica Nicanor Lopes, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, cerca de 30% dos fiéis das igrejas evangélicas estão nas classes C e D, em que a teologia da ascensão material encontra terreno propício. "A igreja nos ensina a ter o melhor. Aqui a gente aprende que ter prosperidade é dom de Deus. Se somos pessoas boas, nossa fé vai nos dar condições de, por exemplo, viajar, fazer cruzeiros e ficar em hotéis cinco-estrelas", diz Daniela Soares, 32 anos, fiel da Universal há dezoito. Empresária adepta do terninho, salto alto e maquiagem, ela coordena um grupo de jovens em atividades como um desfile de vestidos de noiva em que, microfone em punho, grita: "Quem quer se casar neste ano?". Diante do mar de mãos erguidas, arremata: "Então, vai escolhendo o vestido, que ele pode ser seu". Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) com 800 cariocas entre 15 e 24 anos, os evangélicos são os que mais se reúnem, seja em cultos, seja em outras atividades. Mais de 52% deles disseram ir duas vezes ou mais por semana à igreja. "Aqui, eu me sinto em casa. Posso ser eu mesmo. No primeiro dia em que vim à igreja, o pastor me chamou no altar, me elogiou muito e, apontando para a multidão lá embaixo, me disse: ‘Veja a nova família que você acaba de ganhar’. Eu me senti muito acolhido", recorda Jeferson, o estudante de moda. DINHEIRO NÃO É PECADO A política de acolhimento tem resultados evidentes. "Procurei uma igreja católica, mas não achei nenhuma aberta. A primeira que apareceu foi uma Renascer", recorda Carolina Chiarlitti Bassi, 25 anos, estudante de administração e ex-dançarina de axé – "tempo de top e shortinho, drogas, noitadas". Hoje ela dá aulas de dança na própria igreja e tem um olhar crítico em relação ao passado: "Sexo, cerveja, cigarro, a gente sabe que tudo isso é passageiro, sem compromisso, e que não vai levar a futuro algum. Fumar e beber pode causar dependência. Transando com vários não vou fazer uma família". O fervor dos jovens convertidos pode incomodar e causar desconforto. "Sofremos preconceito o tempo inteiro. Meus próprios amigos criticam: ‘Vai lá na igreja dar dinheiro ao pastor’", afirma Thiago Vignoli, 24 anos, estudante de administração e fiel da Sara Nossa Terra. Como é comum em grupos de alto teor de crença religiosa, a eventual discriminação vira motivo de orgulho. "Quando você começa a ter um pouco mais de convicção naquilo que segue, ser discriminado é tudo o que você quer. Eu sempre quero ser discriminado, para ter a oportunidade de contar meu testemunho", diz Phillip Silva Guimarães, 23 anos, gerente de contas em um banco e membro da Renascer. As igrejas também propiciam métodos para enfrentar constrangimentos. Vanessa de Almeida, 26 anos, fiel da Sara Nossa Terra, aos domingos costuma ir com amigos fazer preces em voz alta em plena Avenida Paulista. "As pessoas passam, nos vêem orando e se emocionam. É um trabalho maravilhoso. Eu e meus colegas fizemos a Escola de Vencedores, da igreja, para aprender a falar em público e agir em situações como essas." É difícil imaginar prova maior de fé do que esse mico total, como diriam jovens menos convictos. |
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